A acusada Camila Dolabella Silveira chega ao Tribunal do Júri do Fórum de Ouro Preto escoltada por uma viatura da polícia. Dois dos quatro acusados pela morte da estudante Aline Soares alegaram inocência durante o terceiro dia do julgamento realizado em Ouro Preto. O interrogatório dos réus começou às 13h05 desta sexta-feira. O primeiro deles chegou a pedir que os verdadeiros culpados fossem descobertos e outro enfatizou que sua intenção foi ajudar as primas desde o primeiro dia que elas chegaram à república. O julgamento teve início na quarta-feira, dia 1º de julho e já dura mais de 20 horas sem previsão de término. Testemunhas Na quinta, dia 2 de julho, foram ouvidas seis testemunhas de defesa e três informantes arrolados pelo Ministério Público. Dentre os informantes, estava a mãe da vítima, que prestou seu depoimento muito emocionada. Para ela, o fato aconteceu há oito anos, “mas parece que foi ontem, não passa”, desabafou. Ela reclamou que os acusados “não se defendem, só acusam”. A maioria das testemunhas de defesa eram colegas de escola dos três rapazes, dos cursos de Artes Cênicas e Música, que garantiram que nunca viram os jovens jogando “RPG”. A última a depor foi uma professora de Filosofia, da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), que também garantiu conhecer os rapazes e o comportamento deles, inclusive fora da Universidade, revelando que eles frequentavam a casa dela e eram amigos de seus filhos. Ao todo foram 21 depoimentos: 10 testemunhas de acusação, cinco informantes e seis testemunhas de defesa. Encerrado o interrogatório dos outros dois acusados, começarão os debates entre acusação e defesa. O tempo destinado a cada parte será fixado durante o procedimento. Os advogados de defesa pediram a ampliação do período, argumentando que o tempo previsto em lei não seria suficiente para a exposição de suas teses. A juíza Lúcia de Fátima Albuquerque decidiu que, no momento dos debates, irá consultar os jurados para fixar o período, se for o caso.
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